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Blog do Giorgi
 


Passadas as eleições do primeiro turno, e o governo ter tomado um susto que a economia não foi o suficiente para garantir a vitória já neste domingo passado, as discussões voltam sobre como planejar 2011 e como se precaver de movimentos cada vez mais claros da economia internacional no próximo ano.

Sem falar ainda em redução de gastos correntes, mas tomando a primeira atitude contra a entrada de recursos para a renda fixa o governo optou pela via direta e mais rápida do aumento do IOF. Como esta intenção já vinha sendo ventilada no mercado, muitos investidores se adiantaram, e a medida pode não surtir o efeito desejado nas primeiras semanas, mas depois poderemos ver a moeda americana voltando a patamares acima de R$1,70, mas nada muito forte. As últimas declarações, as últimas notícias, e as últimas medidas observadas nos países industrializados sobre o desempenho da economia em 2011, sugerem que as taxas de juros por lá praticadas permanecerão perto de zero, e por aqui, em função de vários fatores internos, pode ser que subam no primeiro trimestre do próximo ano. Logo o que vemos é uma medida emergencial, que não afetará os investimentos produtivos, nem os em ações, que tem sim um caráter arrecadatório forte, mas não vai ao cerne da questão, até porque as eleições não correram como o esperado pelo governo.

As primeiras impressões sobre 2011 no mundo é que a China continuará e fará questão disto, a ser a “locomotiva”, e não abrirá mão de sua política cambial, o que nos afeta e terá que ter uma resposta real, mantendo o cambio flutuante, mas observando que o nosso endividamento e nossas despesas correntes correm em ritmo mais forte que administradores mais conservadores gostariam, como as agencias de classificação de risco.

Acredito que iniciaremos a temporada de divulgação de resultados nos EUA com os investidores cautelosos, o que pode fazer com que haja o mesmo movimento de julho, de muitas empresas surpreendendo positivamente nos números de vendas e última linha. Já por aqui os preços das ações subiram um pouco antes do esperado, logo uma dose da cautela e muita atenção com os resultados das empresas seria interessante. O que pode e deve fugir deste raciocínio é que o dólar permanecerá em sua trajetória descendente no mundo, elevando as commodities, com destaque para petróleo e ouro.

Os investidores de curto prazo não devem montar grandes posições compradas, pois apesar do Brasil continuar sendo entre os destinos favoritos dos recursos externos para ações, deve manter um patamar compatível com o crescimento mundial da economia, senão criaremos uma bolha artificial em relação ao resto do mundo.

Mantenho otimismo com a economia, mantenho que os juros ficarão no mesmo patamar, salvo um susto que fará com que o primeiro trimestre tenhamos uma pequena reação do BC, e mantenho que o dólar pode voltar ao patamar de até R$ 1,70 a R$ 1,75, mas nada além disso, e que o neste momento o portfólio ideal seria 60% em renda variável e 40% em renda fixa pós fixada.

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h41
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Os indicadores nos EUA e na Europa continuam suas trajetórias incertas que acabam dando ao mercado a volatilidade desejada por quem trabalha no curtíssimo prazo. No entanto quando se fala de economia, estes números dispares continuam mostrando que uma recuperação ou um caminho de melhora das economias do primeiro mundo, estão longe de acontecer. Isto continua dando a impressão de que o Brasil está em melhor situação que os demais, e que seguiremos com crescimentos consistentes e nos tornaremos uma potencia existente e não mais emergente.

No entanto indicadores importantes no Brasil farão com que alguns caminhos precisam ser repensados, principalmente quando se fala em superávit primário, que tem a ver com a visão que o mundo tem de nós em termos de responsabilidade fiscal. Quando vemos o país voltando aos poucos a participações mais forte do estado na economia, a preocupação de décadas passadas de crescimento emperrado por falta de recursos nos assombra. Vemos o mundo fazendo esforços para economizar dinheiro, reduzir benefícios, reduzir funcionários públicos e enfrentando protestos, observamos o país no caminho contrário, por ter a impressão de estar melhor que os outros e na realidade estamos gastando o que foi ganho e economizado nos anos passados, em vez de aproveitar estes recursos para reformas importantes e projetos de infra-estrutura fundamentais.

Colocado este alerta macroeconômico como o primeiro de vários que ainda temos, vamos falar do mercado.

Nos EUA dentro de algumas semanas começa a temporada de resultados, e acredito que mais uma vez veremos as empresas em situação bem melhor que a economia do país, e dando sinais de que os investidores deveriam escolher a renda variável com taxas de retorno muito maiores que as taxas da renda fixa.

Por aqui temos a eleição neste fim de semana e depois um período híbrido de muita especulação de nomes para postos importantes, e números favoráveis das empresas e da economia, o que sugeriria uma posição comprada na renda variável, mas fica a dúvida de como seria o início de 2011, e é neste ponto que faço um alerta.

Se não houver sinais de que os pontos cruciais da nossa política fiscal e cambial estão encaminhados, fico preocupado em permanecer recomendando a renda variável.

Acredito que hoje vamos seguir os vários indicadores americanos, mas olhar o cambio, e o cenário para domingo é importante. Nunca vi o mercado financeiro tão alheio a uma eleição presidencial, mas isso esconde bastante receio, por exemplo de quem será o próximo Presidente do BC, o homem mais importante dos últimos 8 anos.

Então cautela no percentual de renda variável no patrimônio.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 10h17
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O dia não apresenta novidades, o único indicador, é o de confiança do consumidor nos EUA, mas ainda vem recheado com novos temores de problemas com bancos na Irlanda e classificação de risco de outros bancos menores na Europa. Nada que realmente mude o panorama internacional.

Vejo que os investidores no mercado externo ainda olham o mercado de ações como risco máximo em vez de se preocuparem com as baixíssimas remunerações que recebem na renda fixa por emissão maciça de dinheiro.

Por aqui as discussões também permanecem as mesmas e me espanto com o Ministro Mantega que insiste em comprar dólares e se endividar a dar um começo de solução ao problema fiscal. Sei que estamos em período final de eleições e não é assunto para agora, mas estudos não precisam de consulta a governadores e não se escuta “absolutamente nada” sobre como resolver a valorização do real. Reduzir os juros que seria uma das alternativas de curtíssimo prazo está fora do radar pois se teme a inflação de fim de ano, logo é olhar a cotação cair e o endividamento subir. Por falar em malabarismo este governo conseguiu através do BNDES garantir o mínimo de superávit primário vendendo ao banco ações da Petrobrás. Uma vergonha o que se fez neste ano com as contas públicas. Se as contas externas já são um problema de dois anos para cá, as contas públicas serão um problema de uns três anos para lá para frente.

O mercado de ações navega como se não existissem problemas internos e olhos voltados para indicadores americanos e europeus. A miopia de curto prazo pode ser cara.

Recomendo ações para o médio prazo pois acredito que os resultados das empresas serão muito bons nos próximos dois trimestres, mas é preciso observar os problemas internos, pois estes não têm ninguém tentando solucionar e sim remendar.

Enfim o fluxo para o mercado anda elevado, se espera a entrada mais forte de investidores externos, o sentimento é de otimismo cauteloso, mas as eleições são nesta semana e surpresas podem acontecer e mudar alguns parâmetros do próximo ano para o país, e o investidor externo se retrair até entender o que se passa.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h41
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Os investidores têm hoje indicadores americanos para olhar, como auxilio desemprego, Leading Indicators, que reúne todos os indicadores do mês anterior em um só com proporções de importância, e a venda de imóveis usados. Mas o mais importante do dia é o discurso de Paul Volcker sobre a economia americana. Este assessor é o mais importante membro da equipe de aconselhamento dos assuntos econômicos de Barack Obama, além de ex-Presidente do FED, logo o que ele tem a dizer é muito importante no médio e longo prazo. Concordo que no curtíssimo prazo, quem manda são os indicadores.

Por aqui indicadores sobre o atual perfil da dívida pública a ser divulgado pelo BC é importante, pois o país abriu mão de receita e compra dólares que se desvalorizam em troca de títulos que pagam 10%aa. E também haverá a divulgação pela CNI de uma Sondagem Especial da indústria, bom assunto para o longo prazo. No curto prazo a expectativa pelo preço da oferta da Petrobrás, e a cotação do dólar no mercado internacional que se relaciona com o preço das commodities e conseqüentemente com o Ibovespa. Poderia parar por aqui, pois os investidores hoje em dia estão achando que o mercado de ações é como restaurante “fast food”, quanto mais rápido for servido e menos gosto, menor a decepção.

Mas é importante colocar que alguns assuntos estão diariamente nos jornais e devem ser alvo de alguma atenção. O governo vem fazendo dois tipos de malabarismos que vão levar a problemas adiante. O primeiro é quanto ao superávit primário, várias são as manobras contábeis para que o última ano do governo Lula não seja manchado pelo não cumprimento da meta, e isto vai afetar os dois primeiros anos do próximo governo. O segundo é quanto à política cambial, que mantém a cegueira de comprar algo que não vale o que se pensa, e custa para nós mais do que a perda das exportações. Isto também terá reflexos no próximo governo.

Mas voltando um pouco para o dia de hoje, o fim da novela Petrobrás parece ser feliz, a demanda ultrapassou as expectativas nos últimos dias e podemos ter boas surpresas e soltar as amarras do Ibovespa.

O mais importante é que a empresa após todo este esforço nacional e internacional melhore sua governança e que o governo não entenda isso como um recado de que pode fazer o mesmo com a Vale do Rio Doce.

Mantenho a posição de que há otimismo fundado para uma boa carteira de ações para um prazo de 6 a 12 meses, mas há de se ter muito cuidado com os sinais emitidos pelos assuntos abordados acima, e como será formado o próximo governo. O mercado financeiro se mantém à distância da política, mas dentro de 15 a 20 dias as especulações de postos-chave serão intensas, e isto nunca é bom no curtíssimo prazo.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h39
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A equipe econômica do Presidente Obama perdeu seu maior expoente, Larry Summers que volta em novembro para dar aulas em Harvard. É de se estranhar que em pouco tempo esta equipe tenha perdido três membros sem motivos aparentes, todos de volta a vida acadêmica. O governo americano e o FED permanecem céticos quanto a novos estímulos a economia, enquanto a população quer de volta seus empregos. Parece que este cenário ficará por um bom tempo parado, com números às vezes dando algum alívio, mas de maneira geral com os investidores buscando empresas que consigam neste panorama reduzir custos, aumentar a produtividade e exportar, já que o dólar “desce a ladeira”.

Por falar em cambio, parece que o único país que permanece comprando dólares e pagando quase 10% ano de juros é o Brasil. Enquanto não tiverem coragem política e capacidade técnica de reduzir a carga tributária dos exportadores, a competição será desigual, os déficits crescerão e um trabalho que começou bem feito pode ser jogado fora. A utilização do Fundo Soberano parece ameaça de Don Quixote contra os moinhos, somente nosso ministro acredita.

 

O dia é de poucos indicadores e o mercado ficará ainda na análise da saída de Larry Summers e do comunicado do FED, além de notícias corporativas. Por aqui a agenda também é estreita e os olhos ficam voltados para o cronograma da capitalização da Petrobrás. Muita especulação sobre a participação de investidores institucionais, enquanto os minoritários e pessoas físicas participam com mais ênfase. O mercado de ações se verá livre desta operação em breve e aí poderemos ter análises mais consistentes sem este senão que vem distorcendo o mercado há alguns meses.

 

Os juros não devem ter grandes mudanças mesmo com o IPCA-15 acima do esperado, e mantenho a opinião de que o COPOM não modificará as taxas até o fim do ano.

 

O dólar manterá sua trajetória de queda e ficará a mercê dos movimentos mundiais e das medidas inócuas e ingênuas do governo.

 

De maneira geral o panorama não mudará nos próximos dias e assim permaneço acreditando que com as atuais taxas de juros ao redor do mundo, e com a recuperação de várias empresas, o mercado de ações internacional terá uma reação. Por aqui, a reação será mais uma vez pelos resultados das empresas no terceiro trimestre, e depois pela reação internacional que acredito que ocorra.

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 10h07
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A semana começa mais tranqüila com o afastamento de problemas no maior banco irlandês, o que traria de volta os temores sobre a economia européia, não que eles tenham acabado, mas cada dia que passa, as coisas acalmam mais um pouco.

Assim, os investidores terão um dia, pelo menos no começo, mais voltado a para reunião de amanhã do FOMC. Nada a decidir, mas alguma coisa para pensar, nas frases divulgadas após a reunião.

Por aqui, exercício de opções e atenção ao cambio, são os assuntos do dia, sendo que o cambio, da semana.

Vou ficando por aqui, pois a saúde hoje impede maiores conversas sobre o mercado, peço minhas sinceras desculpas.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 10h25
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Sexta-feira ainda marcada pela marola política que o mercado financeiro não deu a menor atenção. Nos EUA índices de inflação e confiança do consumidor chamam a atenção pelo lado macroeconômico, mas o mercado se preocupa com os vencimentos de opções e futuros para ter um rumo de curto prazo. Enfim um dia que tem pouca notícia e que terá o Ibovespa oscilando dentro de canais cada vez mais estreitos a espera do fim da operação de capitalização da Petrobrás.

No cenário mundial as notícias continuam sendo relativas a cotações de moedas e commodities. Os governos tentam se proteger, e os investidores tentam se livrar de moedas, logo o ouro atinge nova cotação histórica e a prata atinge seu ponto mais alto em 30 anos. Acredito que este cenário vá ser o pano de fundo dos próximos meses, principalmente porque vemos os EUA elevarem o tom contra a política cambial chinesa e os países da Europa sem se importar muito com a coesão que suas políticas cambiais deveriam ter. Se trouxermos estes pontos para cá veremos o BC comprando “mais toalhas para enxugar gelo” e comprar dólares, e talvez uma alta das ações ligadas a commodities no Ibovespa. O perigo de períodos como estes são cotações destas commodities além do artificialismo que já estão sendo submetidas, e já vimos este filme e sabemos que o final o mocinho não ganha.

Por aqui começa de maneira correta a discussão sobre a inflação em 2011 e os perigos que o novo governo no seu primeiro ano vai enfrentar em termos de contas públicas. Sempre fui um otimista quanto à inflação e achei o movimento do BC no primeiro semestre um grande drible do mercado financeiro sobre ele, mas agora poderemos ter um problema maior, principalmente porque o Comandante Meirelles deve sair e aí a especulação será muito forte a partir de novembro sobre nomes. As contas públicas deverão ser o foco principal no início do novo governo, elas estão se equilibrando no fio da navalha neste final de ano.

Para hoje o investidor discutirá os números americanos, as especulações sobre a procura externa para as ações da Petrobrás e a alta dos preços das commodities que atrapalharam o dia de ontem, isto é, nada de muito novo.

De maneira geral é momento e observação e escolha de boas empresas que sobreviverão a um possível aperto de juros no início de 2011.  

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h39
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Os indicadores americanos previstos para hoje e já divulgados, Inflação ao Produtor e Pedidos de Auxílio Desemprego, vieram um pouco piores do que o esperado, mas nada diferente para os investidores no cenário mensal americano. Ainda será divulgado o indicador de atividade manufatureira da Filadélfia mais tarde, que pode mexer com mercado se apresentar alguma surpresa.

O que há de destaque na imprensa internacional são as intervenções no cambio na Ásia, e a alta do ouro como contra-partida ao temor de alguma inflação, mesmo que pequena nos EUA e Europa pela exagerada emissão de moeda. Não tenho a expertise para dizer o que acontecerá com as moedas ao redor do mundo, é um assunto complexo com poucos especialistas, mas é claro que todos estão em uma corrida protecionista para sair da crise com aumento das exportações. Acredito que as commodities terão uma reação de alta pela fraqueza das moedas, mas é claro que é preciso algum crescimento e consumo, o que se vê para 2011.

Por aqui o destaque também é no cambio, na valorização do real sobre o dólar, mas de maneira “cega”, as autoridades do governo não entendem que temos problemas estruturais que tornam o investimento externo tão atraente e a exportação tão difícil. Primeiro ponto é cortar os juros, o mundo está com juros baixíssimos e nós oferecendo retornos extraordinários para a época. Segundo ponto é a reforma tributária que exporta impostos, enquanto o resto do mundo incentiva o produtor a exportar, não só através do cambio que é algo dinâmico. Terceiro ponto a infra-estrutura que exporta “buracos, atrasos, ferrovias de menos, burocracia demais, e tecnologia de menos”, este então é um ponto que teria duas décadas para ser consertado. Quarto e último ponto é até quando vamos comprar dólares e pagar juros sem conseguir reduzir a dívida, que já preocupa, principalmente pela gastança do atual governo que mesmo com recordes de arrecadação terá que recorrer à antecipação de dividendos para fechar as contas. Enfim é uma discussão longa, que acredito que eu não tenha toda a capacidade de participar, mas tampouco o Ministro Mantega.

Mas para os investidores o importante é o que acontecerá no mercado. Depende do comportamento das ações da Petrobrás e de como o mercado americano vai reagir aos indicadores. No curtíssimo prazo é isso. Mas no médio mantenho minha posição de otimismo para os próximos meses, mesmo que a operação da Petrobrás inunde o mercado de papéis.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 10h03
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Conforme o esperado as ações da Petrobrás continuam a influenciar o Ibovespa e ontem o principal índice não resistiu e recuou. Falo do Ibovespa por ser o dito termômetro do mercado, mas confesso certo incomodo a sempre estar me referindo a ele. Sou da escola da escolha de empresas com futuro, não necessariamente ligadas à participação em índices, ou em corridas para fazer este ou aquele fundo aparecer em capa de jornais e revistas.

O processo de capitalização da Petrobrás trará mais benefícios que os malefícios dos últimos cinco meses, mas com certeza, está confundindo um pouco a cabeça de novos investidores, e até de alguns mais experientes.

Volto a bater na tecla de que a maior participação do governo é um retrocesso, principalmente por parecer afoito, eleitoreiro e de uma herança estatizante dos anos 70 que pensei que estivesse morta e enterrada, mas está mais viva do que nunca na cabeça e na decisão de burocratas da chamada nova centro-esquerda nacional.

Hoje teremos alguns indicadores importantes nos EUA, que provavelmente não trarão boas noticias e se fizerem o contrário não será tendência. Logo um comportamento positivo para o mercado hoje baseado no mercado externo será acaso.

A alta do IGPM como está sendo comentado pode atrapalhar um pouco a política de juros estáveis, mesmo que esta alta seja pontual e por conta de reajuste de produtos isolados, mas o reajuste dos aluguéis pode sofrer neste fim de ano.

O dólar encontrou novo “piso” no R$ 1,70 e levanta mais uma vez a FIESP para que o governo tome providencias para estancar a sangria na nossa indústria exportadora. Ora, o governo nada pode fazer, pois a culpa é dele mesmo, a carga tributária e a péssima infra-estrutura mascarados anos a fio por um cambio fraco veio à tona. Não adianta a FIESP reclamar, deve sim em vez de cerrar fileiras com o governo, combatê-lo e obrigar a uma reforma tributária urgente. A moeda americana pode ter uma reação chamada técnica nestes próximos dias e permanece antecipando os movimentos de entrada de recursos, logo acredito que não feche o ano nestes patamares, mas também não alcançará mais do que R$ 1,75 se não houver surpresas.

O mercado de ações brasileiro continua em bom momento e não se deve olhar o dia-a-dia deste vai-e-vem de Petrobrás e Vale e sim as perspectivas de crescer 7% este ano e mais 5% no próximo ano com inflação próxima a meta. Os problemas de longo prazo precisam começar a serem encaminhados no primeiro ano do novo governo, com risco de jogar isto fora, logo é importante que se veja movimentação de redução de despesas e medidas para reduzir o déficit em conta corrente.

Permaneço otimista para ganhos do mercado de ações no Brasil para os próximos seis a doze meses.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 10h25
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Hoje o mercado tem um importante indicador americano para observar, as vendas no varejo. Além disto, uma pausa para realização de lucros também seria algo normal no dia de hoje. Mas ao mesmo tempo vimos à Grécia pagar caro, mas colocar seus títulos no mercado, o que pressupõe uma maior calmaria neste tipo de noticiário.

Por aqui assustou o IGPM muito mais alto que o normal, o que afeta os contratos de aluguel o que indiretamente afeta o IPCA de uma maneira mais forte. O IGPM captura de maneira mais forte a alta das commodities e o enfraquecimento do dólar afetará estes preços e conseqüentemente o índice até o final do ano.

O Ibovespa pode tentar testar os 70,0 mil pontos nesta semana se nenhuma surpresa aparecer, mas em nenhum momento podemos esquecer dos números do mercado americano que acabam afetando nosso mercado e o preço da Petrobrás para a capitalização. Logo vejo esta barreira bem próxima de ser rompida, mas ainda com algumas incertezas, embora cada vez menores.

O noticiário é fraco hoje, a não ser por mais uma operação do Grupo EBX do empresário Eike Batista, que vendeu mais uma participação da MMX, para um grupo coreano. Vejo que projetos hoje valem muito mais que dinheiro que perdeu valor com as baixíssimas taxas de juros, mas em algum momento estes projetos precisam dar resultado.

O dólar mantém sua trajetória de baixa por aqui e a FIESP apela para os candidatos à Presidência, quem será que recuperará a indústria manufatureira exportadora nacional. É um assunto que ainda será bastante explorado, pois a entrada de dólares no país, não cessará tão cedo, as “toalhas de enxugar gelo do BC acabaram”, faltam medidas no câmbio e infraestrutura para exportar, quem pegará estas bandeiras?

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h26
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Em um dia com poucos indicadores a serem divulgados, o nosso mercado olha com otimismo para os números divulgados na China neste final de semana. Com isto as expectativas positivas crescem, e as últimas sessões que tiveram baixo volume de negócios podem ficar para trás.

Outro assunto importante para hoje é a chamada Basiléia III onde novas regras para bancos poderiam atrapalhar o crescimento e criar uma corrida para aumentos de capital. Na verdade as regras são mais fortes que a Basiléia II, mas ficaram aquém das expectativas dos economistas, levando as bolsas européias aos pontos mais altos em cinco meses na abertura da semana.

Nos EUA o reflexo também pode ser bom, mas os indicadores da semana, principalmente com relação à confiança do consumidor comandarão os principais índices das bolsas.

Por aqui faltando 20 dias para as eleições o assunto que preocupa é o aumento desenfreado das participações do governo em estatais, voltando aos níveis pré-Plano Real, o que no futuro próximo traz peso à política fiscal frouxa que este governo e provavelmente o próximo praticam. Será uma cartada perigosa que teremos que pagar para ver.

No curto e médio prazo os mercados no país tendem a se comportar tranqüilamente, com juros longos em queda, com o dólar fraco, e com o mercado de ações olhando a operação da Petrobrás e depois aguardando mais uma quantidade razoável de novas operações, não só de abertura de capital, como de aumento da capital.

A especulação fica por conta do preço da Petrobrás na operação de capitalização e a influencia no Ibovespa, mas ao colocar de lado a operação, o otimismo é cada vez maior para o final do ano. O investidor externo aguarda o resultado das eleições, mesmo com pesquisas bastante próximas da realidade, e aguarda também se não haverá algum descontrole de fim de governo. Quanto aos indicadores vindos de fora o investidor deve se acostumar com o fato de que a maioria deles será ruim, e não terá melhora no curto ou médio prazo e que isto não traz grandes perigos para nós.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h44
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Após a volta das férias do hemisfério norte começa uma corrida para captação de recursos ao redor do mundo. O Deustche Bank planeja captar US$11.5 bilhões, a Petrobrás US$25.0 bilhões e empresas brasileiras já captaram em uma semana US$6.0 bilhões de acordo com os jornais. Os mercados têm notícia que muito mais do que isso será captado até o fim de novembro. É nítido que apesar das taxas de juros estarem baixas, os investidores buscam segurança, muito bom para as empresas que captam com taxas baixíssimas e podem fazer frente a investimentos ou a recuperação de atividades.

Este é um sinal de médio e longo prazo de que as empresas podem apresentar bons resultados em 2011, independentes do fato dos países continuarem sua luta para redução de déficits fiscais e aumento da geração de empregos.

Os mercados demoram a achar caminhos quando os indicadores mais seguidos não apresentam tendência única, é um movimento de manda tão típico da globalização.

Continuo acreditando que os atuais níveis de juros no mundo, que as atuais relações de troca entre moedas e commodities, “jogam” a favor do mercado de renda variável em qualquer lugar do mundo. Não há porque acreditar que as bolsas só apresentarão desempenho positivo quando o desemprego diminuir nos EUA, por lá isto é hoje um problema estrutural e não conjuntural.

Por aqui a operação da Petrobrás continua sendo um fator de dúvida para o Ibovespa, e para os investidores externos que a enxergam como símbolo do mercado nacional, erroneamente. O mês de setembro será marcado por dias como ontem com baixo volume e Permaneço com otimismo olhando o mercado de ações de agora até o final do primeiro trimestre de 2011, salvo surpresas eleitorais ou notícias externas.algumas incertezas por conta da operação e por dias melhores quando observarem que o crescimento do país pode se dar com baixa inflação e oferta nacional acrescida de importações.

Os juros podem ter trajetória de baixa em 2011 se os prognósticos do BC estiverem certos como colocados ontem na ata da última reunião do COPOM. O nó está no valor do dólar, onde insisto, apesar de não ser

especialista, que algo pode ser feito para manter a cotação em patamares melhores para os exportadores, sem prejudicar a entrada de capital externo.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h41
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Com os investidores observando que os riscos de uma nova recessão continuam os mesmos, os mercados voltam a padrões normais de aversão ao risco. É importante que se entenda que a recuperação da economia do primeiro mundo, ou dos países industrializados demorará mais 18 a 24 meses, dependendo do nível de comprometimento da política fiscal.

Assim, os investidores deverão olhar cada vez mais sinais privados de melhora e alguma consistência nos dados governamentais. Até lá a volatilidade continuará em alta, e na minha opinião favorecendo a cotação das commodities, refugio para moedas fracas que ainda observaremos.

A ata da última reunião do COPOM não trouxe surpresas, e assim tenho certeza que dificilmente teremos algum aumento dos juros, principalmente após o IPCA de agosto que surpreendeu positivamente, ficando estável.

Os números a serem divulgados nos EUA darão o tom do dia, e devido a um mercado equilibrado, pode levar a boas altas se vierem acima das expectativas. Não gosto de levar em consideração de forma determinante estes dois indicadores, a balança comercial e o Por aqui o mercado de ações permanecerá ao sabor da cotação da Petrobrás, que agora oscila para determinar que preço os acionistas minoritários pagarão por ela na capitalização. Para investidores de curto prazo isso é uma dor de cabeça, para quem trabalha no médio prazo, é simplesmente mais um período de pouca inteligência do mercado.

Permaneço otimista no médio prazo para o mercado nacional, principalmente porque tenho observado volumes de negociação crescentes, mesmo que muitas vezes especulativos, mas dão conforto a todo e qualquer investidor.

 

Torno a repetir, os resultados do terceiro trimestre surpreenderão positivamente e isto dará bom impulso para o mercado no final do ano.

 

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM

pedido de auxílio desemprego, pois estes têm revisões constantes e os investidores não se dão conta, olhando sempre o último número criando surpresas posteriores.



Escrito por Giorgi às 09h46
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Após uma semana de indicadores “positivos” nos EUA, e certo “esquecimento” dos problemas fiscais europeus, os investidores voltam a temer o risco com várias notícias ruins na Europa e o crescimento da insatisfação popular com as medidas para redução dos déficits fiscais. As notícias que temos hoje ao redor do mundo vão desde a nova e forte valorização do iene derrubando a bolsa no Japão, a revisão negativa do PIB grego, e do lado positivo um bom leilão de títulos portugueses agora pela manhã. Na parte da tarde o Livro Bege será o destaque para os mercados de ações. Ontem as bolsas ao redor do mundo durante o nosso feriado tiveram desempenho ruim, e isto com certeza se refletirá hoje na abertura por aqui.

Como pode ser ver nada de novo, somente a volta do ciclo de notícias ruins, como tenho reafirmado aqui. Não teremos notícias positivas externas até o terceiro trimestre de 2011, enquanto por aqui a economia caminha sem sustos, também com os problemas de sempre, que por enquanto não afetam os mercados financeiros.

Nas duas próximas semanas começarão algumas especulações quanto à operação da Petrobrás e o desempenho das empresas no terceiro trimestre, o que pode nos descolar um pouco dos acontecimentos externos.

De certa forma o Ibovespa manterá seu intervalo entre 64,0 mil e 67,0 mil, salvo algo extraordinário no cenário de curto prazo, que não vejo. A ata da última reunião do COPOM também será importante para se ter uma idéia do pensamento da autoridade monetária sobre o fim do ciclo de alta das taxas de juros.

De maneira geral o nosso mercado de ações pode ter uma redução de volume passado também todo o “frenesi” com Petrobrás, e com a aversão a risco dos mercados externos. Desta maneira podemos ter algumas oportunidades de venda curta, para depois observarmos boas oportunidades de compra visando o resultado do terceiro trimestre.

Esta semana mais curta deve ser volátil e perigosa na posição de compra.

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h46
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Ontem o mercado se comportou como o esperado, com uma pequena realização de lucros, e com muita influencia de Petrobras ON, que será cada vez mais do governo, o que no longo prazo me incomoda.

Hoje é dia de importantes indicadores aqui e nos EUA. Por aqui o PIB surpreendeu positivamente, pois foi maior que o esperado por mim, sem pressão de custos ou salários, por enquanto. Isto quer dizer que o mercado interno, a custa do crescimento de crédito ainda tem gás para fazer o país crescer.

Os números americanos para desemprego e vagas criadas são esperados com algum ligeiro otimismo em função dos últimos indicadores. Especificamente estes números têm importância para o FED, pois qualquer atitude na próxima reunião terá de ser rápida, pois o mercado responderá lentamente em função da forte desconfiança do consumidor, logo números ruins podem ser desastrosos para o mercado. Apagaria o nosso crescimento no dia de hoje.

Importante ressaltar que segunda-feira é feriado nos EUA e terça-feira aqui, o que fará com que o dia de hoje desencoraje um pouco posições um pouco mais arrojadas, mas se os números forem bons os investidores não olharão para isso.

Sigo otimista, com alguma preocupação com o cambio e as atitudes do BC quanto a isso, não vejo muita saída no curto prazo que não seja a manutenção da política de compras.

Bom final de semana prolongado a todos.  

Mauro Giorgi é gestor de recursos autorizado pela CVM



Escrito por Giorgi às 09h34
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